Vitória é convocado pelo STF para discutir futuro das casas de apostas no Brasil

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Vitória prevê prejuízo de R$ 55 milhões até 2027 com proibição das bets

O Esporte Clube Vitória foi convocado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para participar de uma audiência pública que vai discutir a proibição das casas de apostas no Brasil. O clube baiano deverá apresentar seus argumentos na próxima terça-feira, dia 3, às 11h20, com 10 minutos disponíveis para falar sobre o assunto.

A convocação foi feita pelo ministro Luiz Fux, durante a tramitação da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 8.027, apresentada pela Associação Nacional de Jogos e Loterias no final de setembro. A ação questiona a medida provisória do presidente Lula (PT) que proibiu o funcionamento das casas de apostas no país.

O presidente do Vitória, Fábio Mota, deve representar o clube na audiência. Conforme o documento de convocação, o Rubro-Negro precisa informar o nome do representante e encaminhar o material que será utilizado na apresentação até esta quinta-feira, dia 29, às 15h.

Outros clubes também foram convocados

Além do Vitória, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o Comitê Olímpico e outros clubes tradicionais do futebol brasileiro foram chamados para participar da audiência.

Entre os clubes da Série A convocados estão:

  • Flamengo: das 10h10 às 10h20;
  • Fluminense: das 10h20 às 10h30;
  • SAF Botafogo: das 10h40 às 10h50;
  • SAF Cruzeiro: das 10h50 às 11h;
  • São Paulo: das 11h às 11h10;
  • Corinthians: das 11h10 às 11h20;
  • Vitória: das 11h20 às 11h30.

A Ponte Preta, o Guarani e a Portuguesa também foram convocados. Entidades que defendem a volta das casas de apostas, além de representantes do poder público, como a Advocacia-Geral da União (AGU), o Ministério da Fazenda e o Ministério do Esporte, também participarão das discussões.

Vitória prevê perdas de R$ 55 milhões até 2027

Em setembro, a 7Kbet, patrocinadora principal do Vitória, rescindiu o contrato com o clube após a proibição das casas de apostas. Diante da situação, Fábio Mota alertou para uma possível perda de R$ 55 milhões em receitas até 2027 e criticou a falta de um período de transição para que os clubes pudessem se adaptar às mudanças.

Segundo o dirigente, o impacto financeiro vai além dos contratos de patrocínio estampados nas camisas. Os acordos também envolvem as placas publicitárias exibidas durante as partidas.

Mota explicou que o Vitória deixaria de receber cerca de R$ 35 milhões neste ano e poderia enfrentar uma perda de R$ 45 milhões no próximo ano. Ele também afirmou que as empresas responsáveis pelas placas publicitárias notificaram os clubes sobre a possibilidade de interromper os pagamentos.

O presidente do Rubro-Negro estima que a falta dos recursos comprometa significativamente o planejamento financeiro da equipe. A participação na audiência do STF será uma oportunidade para o clube apresentar os impactos da proibição e defender seus interesses diante da discussão sobre o futuro das casas de apostas no Brasil.

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