Lula aposta na guerra contra as bets como “bala de prata” no fim da eleição

POLÍTICA

75% querem proibição das bets, aponta pesquisa AtlasIntel

As chamadas bets, plataformas de apostas esportivas e jogos online, ganharam espaço no debate político brasileiro. Uma pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira (23) mostra que 75% dos brasileiros defendem a proibição das apostas online.

O levantamento também aponta que 17% são contra a proibição e 8% não concordam nem discordam da medida.

O tema passou a ocupar um espaço maior no discurso do presidente Lula (PT), que vem defendendo medidas mais rígidas contra as plataformas de apostas. A discussão acontece em meio à disputa presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL).

Governo já vinha adotando medidas

Apesar de o assunto ter ganhado maior destaque neste momento da disputa eleitoral, o governo Lula já vinha tratando dos impactos provocados pelas apostas online, principalmente em relação ao vício em jogos, endividamento e proteção dos apostadores.

O setor foi regulamentado durante o atual governo, por meio da Lei nº 14.790, de 2023, que estabeleceu regras para o funcionamento e a fiscalização das empresas de apostas.

O governo também adotou medidas relacionadas ao uso de benefícios sociais em plataformas de apostas, com o objetivo de impedir que recursos destinados à população de baixa renda sejam utilizados nesses jogos.

Brasileiros também defendem mais impostos e limites à publicidade

A pesquisa mostra ainda que 84% dos entrevistados defendem uma cobrança maior de impostos sobre as bets. Outros 79% apoiam restrições à publicidade dessas plataformas.

Para 59,9% dos entrevistados, as apostas online provocam apenas prejuízos à sociedade.

O levantamento foi realizado entre os dias 17 e 22 de setembro, com 5.015 entrevistados, e possui margem de erro de um ponto percentual para mais ou para menos.

Tema entra na disputa eleitoral

A discussão sobre as bets ocorre em um momento de forte disputa eleitoral. Na mesma pesquisa AtlasIntel divulgada nesta quarta-feira, Lula aparece com 45,8% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro registra 43,4%.

Em um cenário de segundo turno, os dois aparecem tecnicamente empatados dentro da margem de erro: Lula tem 47,7% e Flávio, 47,4%.

Outro dado do levantamento mostra que 36% dos entrevistados apontam o governo Lula como principal responsável pela disseminação das bets no país. Outros 25,4% atribuem essa responsabilidade ao governo Jair Bolsonaro, enquanto 16,5% citam o Congresso Nacional.

Com a aproximação da eleição, o combate às apostas online passou a ocupar um espaço importante no discurso político. O tema reúne forte rejeição entre os brasileiros e deve continuar presente nos debates e nas estratégias das campanhas.

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