Gordura no fígado pode ser causada pelo excesso de açúcar, alerta médico

SAÚDE

Gordura no fígado: o problema pode estar no excesso de açúcar e não na gordura

Quando se fala em gordura no fígado, muitas pessoas acreditam que o problema é causado pelo consumo de alimentos gordurosos. No entanto, essa ideia não é totalmente correta. Segundo o médico Bruno Pitanga, a esteatose hepática, nome técnico da condição, está muito mais relacionada ao excesso de açúcares e carboidratos refinados do que ao consumo de gorduras saudáveis.

Os verdadeiros vilões são alimentos como pão branco, refrigerantes, doces, bolos, biscoitos e outros produtos ultraprocessados consumidos com frequência. Entender essa diferença é fundamental para prevenir uma doença que costuma evoluir de forma silenciosa e pode causar sérios danos ao fígado.

O que causa a gordura no fígado?

 

De acordo com Bruno Pitanga, a esteatose hepática não está diretamente ligada à ingestão de gordura alimentar. Apesar do nome da doença, o principal responsável pelo acúmulo de gordura no fígado é o excesso de carboidratos refinados e frutose presentes na alimentação.

Quando consumimos grandes quantidades de açúcar, farinha branca, refrigerantesalimentos industrializados, o organismo transforma esse excesso de energia em triglicerídeos. Essas gorduras são produzidas pelo fígado e acabam se acumulando dentro das células hepáticas.

Com o passar do tempo, esse acúmulo pode provocar inflamação e danos às células do fígado. Sem tratamento, a condição pode evoluir para fibrose e até cirrose hepática, doenças mais graves e difíceis de reverter.

Uma doença silenciosa

Um dos maiores perigos da gordura no fígado é que ela geralmente não apresenta sintomas nas fases iniciais. Muitas pessoas descobrem o problema apenas durante exames de rotina ou quando o órgão já está inflamado.

Além dos danos ao fígado, a esteatose hepática também pode aumentar o risco de outras doenças e afetar o equilíbrio hormonal. Nas mulheres, por exemplo, pode agravar a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP). Já nos homens, pode reduzir a produção de testosterona, comprometendo a libido e os níveis de energia.

Exames normais nem sempre significam fígado saudável

Outro alerta importante é que exames de sangue normais não garantem que o fígado esteja livre da doença. A gordura no fígado pode estar presente mesmo quando os níveis de TGO e TGP estão dentro da normalidade.

Por isso, especialistas recomendam uma avaliação mais completa, que pode incluir ultrassonografia abdominal, exames de gama-GT, ferritina, triglicerídeos, HDL e testes para verificar a resistência à insulina.

Como proteger o fígado

A melhor forma de prevenir a esteatose hepática é reduzir o consumo de açúcares, farinhas refinadas e bebidas adoçadas. Também é importante priorizar alimentos naturais, como frutas, verduras, legumes, grãos integrais e fontes de gorduras saudáveis, como azeite de oliva, castanhas e peixes.

Manter uma alimentação equilibrada, praticar atividades físicas regularmente e controlar o peso corporal são medidas essenciais para a saúde do fígado.

Segundo Bruno Pitanga, o fígado possui grande capacidade de regeneração. Com mudanças nos hábitos de vida, é possível reduzir a gordura acumulada, reverter a esteatose hepática e recuperar o funcionamento normal do órgão.

Fonte: Minha Vida

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