Vida selvagem em alerta: populações de animais silvestres caem 73% em 52 anos

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Relatório Planeta Vivo 2026 aponta redução média de 73% nas populações monitoradas de vertebrados entre 1970 e 2022. Destruição de habitats, mudanças climáticas e exploração excessiva ameaçam a biodiversidade global.

A vida selvagem enfrenta uma crise mundial. Segundo o Relatório Planeta Vivo 2026, divulgado nesta quinta-feira (8) pelo WWF, as populações monitoradas de mamíferos, aves, peixes, répteis e anfíbios tiveram redução média de 73% ao longo de 52 anos, entre 1970 e 2022. O indicador não significa que 73% de todos os animais desapareceram: ele mede a variação média relativa nas populações acompanhadas pelos pesquisadores. O levantamento foi produzido pela Sociedade Zoológica de Londres (ZSL) para o WWF Internacional.

O que está por trás da redução?

A perda e a degradação de habitats, o avanço do desmatamento, a exploração excessiva de espécies, a poluição e o aquecimento global estão entre as principais pressões sobre os ecossistemas. A fragmentação das áreas naturais compromete alimentação, reprodução e deslocamento de animais.

Consequências para a vida humana

A redução da biodiversidade também afeta a sociedade. Ecossistemas saudáveis contribuem para a segurança alimentar, a disponibilidade de água, a fertilidade do solo, a polinização e a regulação climática. A perda de animais pode desequilibrar cadeias alimentares e prejudicar a recuperação dos ambientes degradados.

Brasil e a preservação das espécies

Com biomas de grande riqueza natural, como Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica, o Brasil tem papel importante na conservação da fauna. Na Bahia, preservar os remanescentes de Mata Atlântica e os rios da região é essencial para proteger habitats e serviços ambientais.

É possível mudar esse cenário

Para os especialistas, reverter a tendência exige mudanças na produção de alimentos e energia, na forma como a economia é financiada, no combate ao desmatamento e no investimento em recuperação ambiental. Medidas de fiscalização e criação de áreas protegidas são fundamentais.

O alerta do relatório é um chamado à ação: preservar a vida silvestre significa também proteger a saúde, a economia e o futuro das próximas gerações.

Fontes: WWF, Agência Brasil (8/10/2026) e CNN Brasil.

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