Flávio Bolsonaro chega a 55% no Polymarket após sessão do STF
Cotação do mercado de previsões mudou durante as 24 horas que envolveram a sessão do Supremo; números não representam pesquisa de intenção de voto
O mercado de previsões Polymarket registrou uma nova mudança nas cotações para a eleição presidencial de 2026 após a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) realizada na terça-feira (15). Na quarta-feira (16), os contratos negociados na plataforma indicavam 55% para Flávio Bolsonaro e 45% para Luiz Inácio Lula da Silva.
A variação ocorreu durante o período que envolveu a sessão do STF. Segundo os dados divulgados pela plataforma, a cotação atribuída a Flávio Bolsonaro subiu cerca de dois pontos percentuais em 24 horas, enquanto a de Lula recuou aproximadamente na mesma proporção.
A mudança ocorreu em meio à repercussão da sessão do Supremo, que terminou sem uma decisão sobre o prosseguimento das questões envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. O ministro Flávio Dino pediu vista durante a análise sobre a possibilidade de reunir os processos, interrompendo o julgamento.
O pedido de vista suspendeu a discussão, e o mérito da Petição 16.662, relacionada ao relatório da Polícia Federal sobre Alexandre de Moraes, não chegou a ser analisado naquela sessão. Pelas regras internas do STF, Dino tem prazo de até 90 dias para devolver o processo.
Cotação não é pesquisa eleitoral
Apesar de os números do Polymarket serem apresentados em forma de porcentagem, eles não correspondem diretamente a uma pesquisa de intenção de voto. A plataforma funciona como um mercado de previsões: os usuários negociam contratos relacionados a acontecimentos futuros, e os preços desses contratos refletem as negociações realizadas.
Por isso, a alteração de 52% para 55%, por exemplo, indica uma mudança na cotação do mercado, mas não significa que três pontos percentuais de eleitores tenham mudado de candidato.
Também não é possível afirmar que a sessão do STF tenha sido a única responsável pela mudança. Cotações desse tipo podem reagir simultaneamente a pesquisas eleitorais, notícias, declarações de candidatos e outros acontecimentos políticos.
Cenário nas pesquisas
O movimento do Polymarket ocorre em um momento de disputa acirrada nas pesquisas eleitorais. Levantamentos divulgados em setembro apresentam diferenças conforme o instituto e o cenário analisado. Em pesquisas de segundo turno, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem próximos, com resultados que variam entre vantagem numérica de um ou outro candidato e situações de empate técnico.
Assim, a cotação do Polymarket deve ser interpretada como um indicador do mercado de previsões e não como substituto das pesquisas eleitorais realizadas com metodologia de amostragem.
Na consulta atual à plataforma, o Polymarket mantém Flávio Bolsonaro próximo de 55% e Lula em 45% nos contratos relacionados à eleição presidencial de 2026.

