O que deveria ser o auge do verão em Morro de São Paulo está mais parecido com baixa temporada. Moradores e comerciantes relatam um cenário preocupante: praias com pouco movimento, mesas vazias nos restaurantes e lojas lutando para manter as portas abertas.
O principal motivo apontado é o alto custo para entrar na ilha. A TUPA (Taxa de Uso do Patrimônio do Arquipélago) atualmente é de R$ 70,00 por pessoa e já tem aumento previsto para R$ 90,00 a partir de julho.
O peso no bolso do turista
Para quem viaja em família ou com amigos, o valor pesa. Um casal paga R$ 140,00. Uma família com quatro pessoas desembolsa R$ 280,00 apenas de taxa — fora transporte, hospedagem e alimentação. Esse custo extra pode fazer muita gente repensar a viagem.
E o problema vai além do turista. Morro de São Paulo não tem indústrias nem outras fontes fortes de renda. A economia gira em torno do turismo. Quando o visitante deixa de ir, o impacto é imediato e atinge diretamente:
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Pousadas e hotéis
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Restaurantes e bares
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Agências de turismo
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Comerciantes e ambulantes
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Profissionais autônomos, como manicures, cabeleireiros e guias
Com menos turistas, há queda no faturamento, dificuldade para pagar funcionários e risco de demissões. Para muitas famílias, isso significa incerteza e aperto financeiro.
Estrutura e segurança também preocupam
Outro ponto levantado por moradores é a falta de estrutura básica. Apesar da cobrança de uma taxa considerada alta, a ilha ainda não conta com um grupamento do Corpo de Bombeiros próximo, o que aumenta a preocupação em casos de acidentes ou emergências.
Diante desse cenário, cresce o apelo por uma revisão urgente nas políticas de cobrança. Para comerciantes e moradores, é preciso encontrar um equilíbrio que mantenha a arrecadação, mas que não afaste o turista e coloque em risco a principal fonte de renda da região.
E você, o que acha?
A taxa de R$ 70,00 — e em breve R$ 90,00 — é justa ou está afastando os visitantes de Morro de São Paulo? Você deixaria de visitar a ilha por causa desse valor?

