A Bahia pode voltar a ter uma rede de supermercados populares. Inspirado no antigo programa Cesta do Povo, que oferecia preços mais baixos que os das grandes redes privadas, um projeto de lei propõe a criação da Rede Nacional de Supermercados Populares, com o objetivo de facilitar o acesso a alimentos e itens de limpeza para famílias em situação de vulnerabilidade.

O projeto foi apresentado pelo deputado federal Leo Prates (PDT-BA). Ele lembrou que a Cesta do Povo foi criada no governo de Antônio Carlos Magalhães (ACM) e privatizada em 2018, na gestão de Rui Costa (PT).
Segundo o texto, a gestão dos novos supermercados ficará com a Conab, que comprará produtos diretamente de agricultores familiares. A proposta também prevê o uso de estoques reguladores e a criação de centros de distribuição e pontos de venda em áreas social e economicamente vulneráveis.
Pontos positivos do projeto
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Preços mais acessíveis para itens básicos, beneficiando famílias de baixa renda.
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Apoio aos agricultores familiares, que terão mais oportunidades de venda direta.
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Maior segurança alimentar, com oferta regular de produtos essenciais.
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Fortalecimento do papel da Conab, ampliando sua atuação no combate à fome e ao aumento do custo de vida.
Pontos negativos e desafios
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Custo elevado para implementação e manutenção da rede, o que pode pressionar o orçamento público.
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Risco de má gestão, caso não haja controle e fiscalização eficientes.
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Possível concorrência desigual com o comércio local e pequenos mercados, que podem ter dificuldades em competir com preços subsidiados.
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Dependência de logística bem estruturada, que pode ser um desafio em regiões mais distantes.
O projeto segue em tramitação na Câmara. Se for aprovado, o Poder Executivo terá até 180 dias para regulamentar as regras. No entanto, a lei só começará a valer 90 dias após sua publicação.

