Com índice de 9,1% no primeiro Levantamento Rápido de Índices para o Aedes aegypti (LIRAa) de 2026, Ilhéus entrou em estado de risco para infestação do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. O número é mais que o dobro do limite de 4%, que já indica situação preocupante.
Os dados foram coletados entre os dias 23 e 27 de fevereiro, por amostragem, seguindo protocolo do Ministério da Saúde. De acordo com o órgão, índices abaixo de 1% são considerados satisfatórios. Entre 1% e 3,9% é estado de alerta. Acima disso, o cenário já é de risco.
“Estamos muito acima do recomendado. Precisamos do apoio da população para reduzir esse número”, afirmou o coordenador de Campo de Combate às Endemias, Roberto Almeida.
Diante do resultado, as equipes intensificaram visitas e ações de controle em diversos bairros. O verão e as chuvas favorecem o acúmulo de água parada, criando o ambiente ideal para a proliferação do mosquito.
Embora o município já tenha registrado índices ainda maiores em anos anteriores, chegando a 25%, o momento exige atenção redobrada. Especialistas alertam que não é hora de relaxar. Quando a população descuida, o mosquito encontra espaço para se multiplicar rapidamente, aumentando o risco de surtos e internações.
A Secretaria de Saúde mantém canal direto para denúncias de imóveis fechados, terrenos baldios ou locais com possíveis focos do mosquito. A equipe realiza vistoria em até 24 horas após o chamado.
A orientação também é procurar atendimento médico ao apresentar sintomas como febre, dor de cabeça, dores no corpo e nas articulações, falta de apetite e mal-estar. Mesmo sem febre, é importante buscar avaliação. A notificação dos casos suspeitos permite à Vigilância Epidemiológica acompanhar a situação e adotar medidas de bloqueio, inclusive com uso do fumacê, quando necessário.
A Secretaria informou ainda que, seguindo novas diretrizes do Ministério da Saúde, o município realizará dois LIRAas em 2026. O próximo está previsto para o meio do ano.
Enquanto isso, a principal arma contra o Aedes continua sendo a prevenção: eliminar qualquer recipiente que possa acumular água parada, manter caixas d’água bem fechadas, limpar calhas e permitir a entrada dos agentes de saúde nas residências. O combate ao mosquito depende da união entre poder público e população.

