
Contrato de R$ 170 mil foi firmado por inexigibilidade para apresentação no evento Pau Brasil Gospel 2024; débito é atribuído à ex-prefeita Babi de Prado e repercute no meio evangélico e político.
Um escritório de advocacia entrou em contato com o gabinete do prefeito de Pau Brasil para cobrar uma dívida de R$ 50 mil relacionada a um contrato firmado para a apresentação da cantora gospel Cassiane. A cobrança se refere a parte do valor de R$ 170 mil acordado para o show no evento “Pau Brasil Gospel 2024”, realizado nos dias 4 e 5 de maio.
De acordo com o edital publicado no Diário Oficial, a contratação foi feita por meio do Processo de Inexigibilidade de Licitação nº 002/2024, com base no artigo 74, inciso II, da Lei 14.133/2021. O contrato foi firmado com a empresa CRL Produções Artísticas Ltda., detentora da exclusividade de representação da artista, e assinado pela então prefeita Bárbara Suzete de Sousa Prado.

O procedimento de inexigibilidade de licitação é utilizado quando a competição entre fornecedores é inviável, como no caso de artistas consagrados que só podem ser contratados por meio de seu representante exclusivo. A lei permite a contratação direta, desde que haja justificativa formal, parecer jurídico e comprovação da exclusividade do prestador de serviço.
A revelação do débito foi feita pelo vereador Elder Almeida, que divulgou um áudio nas redes sociais explicando o caso e cobrando esclarecimentos da ex-gestora. No áudio, ele afirma:
-
“A prefeita Babi de Prado não pagou a cantora Cassiane.”
-
“Babi roubou os crente, Babi roubou a cantora gospel.”
-
“Ela contratou um show de cento e setenta mil, pagou cento e vinte e não pagou os outros cinquenta.”
-
“Segundo informações do próprio advogado, a cantora Valesca Maísa vai ajuizar mais cinquenta mil. Então ao todo são cem mil das cantoras Cassiane e Valesca.”
-
“Se as cantoras cantaram, fizeram show, prestaram serviço, elas são dignas de receber seu dinheiro.”
-
“Estamos preocupados para que não fique a fama de que Pau Brasil não paga cantor gospel, pois estamos querendo realizar a festa gospel em novembro.”
A denúncia gerou forte repercussão no meio evangélico e nos bastidores políticos da cidade, trazendo críticas e constrangimento à ex-prefeita — conhecida por sua ligação com o segmento religioso.
O site Sul Bahia Debate deixa espaço aberto para que Babi de Prado apresente sua versão sobre o caso.

