Pentágono revela uso de 200 militares na ação que capturou Maduro

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O Pentágono informou nesta segunda-feira (5) que a operação para capturar o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, contou com cerca de 200 militares dos Estados Unidos. A ação ocorreu no último sábado (3), quando soldados norte-americanos entraram no centro de Caracas para localizar o líder venezuelano. Maduro foi detido e levado para os Estados Unidos junto com a esposa, Cilia Flores.

Segundo o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, a operação foi realizada sem mortes entre os militares americanos. “Quase 200 dos nossos mais corajosos americanos foram ao centro de Caracas e detiveram um indivíduo indiciado e procurado pela Justiça dos Estados Unidos, sem que nenhum americano fosse morto”, afirmou.

Em tom provocativo, Hegseth ironizou o sistema de defesa da Venezuela e disse que não houve resistência durante a ação. “Parece que as defesas aéreas russas não funcionaram tão bem”, declarou.

 

De acordo com o Pentágono, a missão terminou sem baixas entre as tropas dos Estados Unidos. Até o momento, não há confirmação oficial sobre militares americanos feridos.

Já o governo de Cuba apresentou uma versão diferente. Segundo Havana, 32 agentes cubanos que atuavam na proteção do presidente venezuelano foram mortos durante o ataque. Em nota divulgada pelo site oficial Cubadebate, o governo do presidente Miguel Díaz-Canel afirmou que os agentes foram mortos “a sangue-frio” enquanto cumpriam missões a pedido das autoridades venezuelanas.