Vereador reforça que suas palavras foram mal interpretadas e defende diálogo respeitoso entre os colegas da Câmara
A sexta sessão ordinária do segundo semestre da Câmara de Vereadores de Pau Brasil, que durou pouco menos de 40 minutos, foi marcada por ânimos exaltados, acusações e interrupções antes do término oficial dos trabalhos. O clima tenso se instalou após o discurso do vereador Elder Almeida, interpretado pelo presidente da Casa, Acácio de Miranda e pelo Vereador Dr. Ventura como uma referência a conversas privadas do prefeito Robson Venâncio com aliados políticos.
Diante da repercussão, a equipe do Sul Bahia Debate conversou com Elder Almeida, que buscou esclarecer os pontos levantados e reforçar que tudo não passou de um mal-entendido, fruto de uma interpretação equivocada de suas palavras.
“Iniciei meu discurso homenageando minha filha Liz, que completa hoje 12 anos, e em seguida falei sobre comentários maldosos que circulam, sugerindo que alguém teria influência sobre o prefeito. Me referi a mim e também a outros colegas de postura firme. Apenas quis destacar que esses boatos são usados para criar discórdias”, explicou.
Sobre as acusações de que teria insinuado acesso a mensagens do prefeito, Elder Almeida foi enfático:
“Não iniciei qualquer ofensa. Apenas rebati uma fala que me chamou de desonesto e canalha, citando ainda o uso da tornozeleira eletrônica. Reforcei que esse dispositivo não deve ser motivo de discriminação, pois trata-se de cumprimento de determinação judicial, e não de desonestidade”, disse.
O vereador também destacou que seu mandato é legítimo e só pode ser cassado pela Justiça Eleitoral, frisando que qualquer insinuação contrária representa tentativa de enfraquecer sua atuação parlamentar.
Com tom conciliador, Elder Almeida concluiu pedindo serenidade:
“Foi um erro de interpretação. Quero que a Câmara siga sendo um espaço de debate democrático, mas com respeito. Precisamos nos unir em prol das demandas da população e evitar que boatos e desavenças pessoais comprometam o andamento dos trabalhos.”
Assim, apesar do clima tenso da última sessão, o vereador buscou transformar o episódio em oportunidade para reafirmar o compromisso com o diálogo e a harmonia no Legislativo municipal.



Vejo tudo muito normal. Afinal vereador não tem mesmo o que fazer, além de “usurpar” do emocional das pessoas. Elder e ventura, dois vereadores de oratórias impecáveis….
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