
Um guarda municipal de 42 anos foi preso nesta quarta-feira (17), em Itacaré, no sul da Bahia, acusado de abusar sexualmente de crianças e adolescentes. As investigações indicam que os crimes ocorreram em diferentes locais, incluindo a casa do suspeito e até mesmo uma escola pública onde ele trabalhava como vigilante, em um distrito da zona rural do município.
De acordo com as informações, um dos casos apurados envolve uma menina que sofreu abusos entre os 4 e 12 anos de idade. A vítima é sobrinha de uma ex-companheira do investigado e chegou a morar com ele durante o período dos crimes.

As denúncias chegaram à Delegacia Territorial de Itacaré por meio da prefeitura, após atendimentos psicossociais realizados com crianças e adolescentes. Durante os relatos, surgiram elementos em comum que reforçaram as suspeitas e levaram ao acionamento da polícia. As vítimas já estão recebendo atendimento médico e acompanhamento psicossocial, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Com decisão judicial, policiais de Itacaré, com apoio da 7ª Coorpin/Ilhéus e do Grupo de Apoio Técnico e Tático à Investigação (Gatti/Sul), cumpriram mandados de prisão e de busca e apreensão. Foram recolhidos equipamentos como celular, tablet, câmera fotográfica, pendrive e adaptador de cartão de memória, que passarão por perícia.
O delegado Ricardo Ribeiro, responsável pelo caso, afirmou que as investigações continuam para identificar novas possíveis vítimas. “O suspeito tinha um modo de agir específico, que coincide com os relatos já colhidos. Estamos ouvindo o máximo de pessoas para garantir a responsabilização e a devida punição”, destacou.
Casos como esse reforçam a importância de ficarmos atentos a qualquer sinal de abuso contra crianças e adolescentes. Muitas vezes, os agressores são pessoas próximas ou que ocupam posições de confiança na comunidade. Por isso, é fundamental que familiares, vizinhos e educadores estejam vigilantes e não tenham medo de denunciar.
As denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo Disque 100, na Delegacia de Polícia mais próxima ou ainda pelo Conselho Tutelar do município. Proteger nossas crianças é responsabilidade de todos.

