Uma fonte diplomática latino-americana revelou ao canal Al Hadath que cerca de 400 líderes do grupo terrorista Hezbollah estão deixando o Líbano rumo à América do Sul. Os principais destinos são Brasil, Venezuela, Colômbia e Equador.
Segundo a fonte, que trabalha na embaixada da Argentina no Líbano, o próprio Hezbollah decidiu enviar os comandantes com suas famílias por temerem que se tornem alvos após o fim da ofensiva militar contra Israel, encerrada em novembro do ano passado.
O governo do Líbano já manifestou a intenção de desarmar o Hezbollah, passando o controle das armas ao Estado. O presidente libanês, Joseph Aoun, afirmou que o processo será feito por meio de “diálogo” para evitar uma nova guerra civil.
Ainda segundo a fonte, cerca de 200 comandantes já chegaram à região, onde o grupo mantém ligações com organizações criminosas, principalmente ligadas ao tráfico de drogas. Os outros 200 devem desembarcar nos próximos dias com suas famílias.
A presença de altos líderes do Hezbollah na América do Sul representa um sério risco à segurança da região. A chegada de integrantes experientes de um grupo com histórico de terrorismo e ligações com o narcotráfico pode fortalecer alianças com facções criminosas locais, aumentando o poder do crime organizado, o tráfico de armas e drogas, e até o risco de atentados.
Esse movimento reforça a necessidade de cooperação entre os governos sul-americanos e agências internacionais de inteligência e segurança, para monitorar e combater possíveis ameaças à estabilidade da região. A infiltração de grupos com esse perfil coloca em xeque a soberania, a segurança interna e a paz pública dos países envolvidos.

