PAU BRASIL: Deficiência na infraestrutura viária impede acesso de caminhões-pipa a localidades afetadas pela escassez de água

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Falta de água potável em comunidades rurais emociona vereadora durante sessão da Câmara de Pau Brasil

A grave situação enfrentada por moradores de comunidades rurais e indígenas de Pau Brasil dominou os debates durante a última sessão da Câmara Municipal. O principal problema apontado pelos vereadores foi a dificuldade de acesso à água potável, agravada pelas péssimas condições das estradas vicinais, que impedem a chegada de veículos responsáveis pelo abastecimento.

Durante a sessão, o vereador Gazo voltou a cobrar providências para as estradas das regiões de Rancho Alegre, Bonança e Mambuca. Segundo ele, os acessos estão tão comprometidos que sequer é possível levar água para as famílias que enfrentam escassez.

A situação gerou um dos momentos mais emocionantes da sessão. Ao abordar o tema, a vereadora Luzineth Pataxó não conseguiu esconder a indignação e a tristeza diante do sofrimento das comunidades. Em seu pronunciamento, ela destacou que o acesso à água é um direito fundamental e afirmou que tem recebido constantes pedidos de ajuda de moradores que não possuem água para beber ou preparar alimentos.

Visivelmente emocionada, a parlamentar relatou que perdeu o sono ao tomar conhecimento da situação enfrentada por famílias da região da Bonança e da reserva indígena. Segundo ela, muitas pessoas dependem de água armazenada ou da água da chuva para sobreviver, situação que considera inaceitável.

“Não é justo eu poder tomar água e saber que meu povo está com sede”, declarou a vereadora durante seu discurso.

Luzineth ressaltou ainda que diversos moradores à procuraram relatando dificuldades para obter água potável e que, mesmo havendo pessoas dispostas a ajudar no transporte da água, a falta de condições das estradas impede qualquer ação efetiva.

A parlamentar também chamou atenção para os impactos que a falta de infraestrutura causa no dia a dia das comunidades. Além do abastecimento de água, as estradas precárias dificultam o transporte escolar, o escoamento da produção rural, o acesso aos serviços de saúde e até mesmo o deslocamento de pessoas doentes.

Outros vereadores manifestaram apoio à cobrança e pediram que a Prefeitura adote medidas emergenciais para recuperar os trechos mais críticos, mesmo que inicialmente sejam realizados serviços paliativos, como o cascalhamento dos pontos considerados intransitáveis.

Durante os debates, também foi defendida a busca de apoio junto ao Governo da Bahia para acelerar a recuperação das estradas e garantir melhores condições de acesso às comunidades mais afetadas.

Ao encerrar sua fala, Luzineth Pataxó fez um apelo para que o poder público trate a situação com urgência, destacando que a população não está pedindo privilégios, mas apenas o atendimento de necessidades básicas.

“Estamos falando de água, estamos falando de vida. Ninguém deveria passar sede”, afirmou a vereadora.

A expectativa agora é que as reivindicações apresentadas na tribuna resultem em ações concretas para amenizar o sofrimento das famílias que enfrentam dificuldades de acesso à água potável no município.

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