A situação das rodovias brasileiras ainda preocupa quando o assunto é segurança. De acordo com a Pesquisa CNT Rodovias 2025, divulgada nesta quarta-feira (3), apenas duas em cada dez estradas do país possuem um alto índice de “perdão aos motoristas”. Esse indicador mede a capacidade da infraestrutura de uma rodovia reduzir a gravidade dos acidentes e aumentar as chances de sobrevivência dos usuários.
O levantamento analisou mais de 114 mil quilômetros de estradas em todo o Brasil e apontou que apenas 19,9% da malha rodoviária avaliada, o equivalente a 22.694 quilômetros, apresenta alto nível de segurança. Outros 42,7% dos trechos foram classificados com risco médio, enquanto 37,5% possuem baixo índice de segurança, aumentando o risco de mortes e ferimentos graves em caso de acidentes.
Para chegar aos resultados, a pesquisa avaliou a presença de equipamentos e estruturas de proteção, como defensas metálicas, barreiras de segurança, acostamentos, áreas livres de obstáculos e dispositivos para absorção de impactos. Segundo a Confederação Nacional do Transporte (CNT), mais de 80% das rodovias analisadas ainda apresentam condições que podem agravar as consequências dos acidentes devido a falhas na infraestrutura.
Entre os estados brasileiros, São Paulo se destacou por possuir a malha rodoviária mais segura do país, com 70% dos trechos avaliados recebendo a melhor classificação. Em contrapartida, Amapá e Roraima não registraram nenhum quilômetro com o mais alto nível de segurança. Já Amazonas e Maranhão apresentaram os piores índices, com mais de 74% das estradas classificadas com baixo nível de proteção aos motoristas.
A pesquisa também mostrou que as rodovias administradas pela iniciativa privada são mais seguras. Nas estradas concedidas, 62% dos trechos alcançaram alto índice de perdão aos motoristas. Nas rodovias públicas, esse percentual cai para apenas 4,8%, enquanto cerca da metade da malha apresenta baixo nível de segurança.
Em nota, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) informou que realiza monitoramento mensal das rodovias federais e destacou que 75% dos aproximadamente 58 mil quilômetros sob sua responsabilidade foram classificados como bons.
Os dados reforçam a necessidade de investimentos contínuos em infraestrutura e manutenção das rodovias, visando reduzir acidentes e preservar vidas nas estradas brasileiras
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