Donald Trump reúne líderes da América Latina em cúpula contra narcotráfico e deixa Brasil de fora

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Neste sábado (7), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou em Miami uma proclamação conjunta com líderes da América Latina para reforçar o combate aos cartéis do narcotráfico e a organizações terroristas que atuam no continente.

O ato aconteceu durante a cúpula “Shield of the Americas” (Escudo das Américas), realizada no resort Trump National Doral Miami, na cidade de Miami, nos Estados Unidos. Durante o encontro, Trump assinou o documento chamado “Commitment to Countering Cartel Criminal Activity” (Compromisso de Combate à Atividade Criminosa dos Cartéis), ao lado de presidentes e representantes de países latino-americanos convidados para a reunião.

O acordo prevê ampliar a cooperação entre os países para combater redes criminosas transnacionais, especialmente cartéis de narcotráfico — classificados no documento como “narcoterroristas”. Entre as medidas previstas estão maior integração entre forças de segurança, operações conjuntas contra o narcoterrorismo, reforço no controle de fronteiras e ações para reduzir a influência de potências externas na região, como a China.

A cúpula reuniu representantes de cerca de 12 países alinhados ao governo Trump, entre eles Argentina, Equador, El Salvador, Paraguai, Honduras e Panamá, entre outros.

Um ponto que chamou atenção foi a ausência do Brasil no encontro. O país, governado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não foi convidado nem participou da reunião. A falta de representação brasileira foi considerada significativa, já que o Brasil é uma das maiores potências da América Latina e exerce forte influência política, econômica e diplomática na região.

Além de ser o maior país do continente em território e população, o Brasil também tem papel importante em temas de segurança regional, comércio e cooperação internacional. Por isso, a ausência brasileira em uma reunião voltada à segurança hemisférica foi vista por analistas como um sinal político relevante e que pode indicar diferenças de alinhamento entre o governo brasileiro e a atual estratégia adotada por Washington para a região.