Após megaoperação contra o tráfico, Alexandre de Moraes cobra explicações e gera tensão política no Rio

JUSTIÇA

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, desembarcou no Rio de Janeiro nesta segunda-feira (3) e foi direto ao Centro Integrado de Comando e Controle para se reunir com o governador Cláudio Castro.

A visita ocorreu logo após a megaoperação policial nos complexos da Penha e do Alemão, que resultou em 121 mortes, entre elas quatro policiais. A ação, segundo o governo estadual, teve como alvo principal o Comando Vermelho, uma das facções mais violentas do país.

Durante o encontro, Moraes cobrou explicações detalhadas, exigiu transparência nas investigações, uso efetivo das câmeras corporais e um plano de reocupação das áreas dominadas pelo tráfico. A reunião foi descrita por fontes próximas como tensa, com o ministro adotando um tom de cobrança firme, quase como se estivesse questionando a própria legitimidade da operação.

Para observadores, a presença do ministro no Rio parece reforçar um clima de desconfiança do STF em relação às forças de segurança, mesmo quando elas atuam dentro dos limites do estrito cumprimento do dever legal. Há quem veja nessa movimentação uma tentativa de interferência política em ações de combate ao crime organizado, num momento em que o Estado tenta retomar o controle de territórios dominados por facções.

Organizações de direitos humanos classificaram a operação como “a mais letal da história do país” e pedem apuração rigorosa das mortes. Já o governador Cláudio Castro reafirmou que a ação foi conduzida dentro dos princípios da legalidade e da proporcionalidade.

🔹 O STF segue acompanhando o caso de perto.
🔹 Alexandre de Moraes declarou que nenhuma ação estatal pode ultrapassar os limites da lei.
🔹 Enquanto isso, parte da sociedade observa com estranheza o tom da visita — e se pergunta se o rigor do ministro recai sobre o crime ou sobre quem o enfrenta.