EUA revogam visto de Alexandre de Moraes e aliados após decisão de Trump

POLÍTICA

Deputada Salazar dos EUA denuncia em 07/05/2024 Ministro Alexandre de Moraes em sessão; diante avanços de ações totalitárias  no Brasil

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, anunciou nesta sexta-feira (18.jul.2025) a revogação imediata do visto do ministro do STF, Alexandre de Moraes, além de seus familiares e “aliados no Tribunal”. A decisão foi divulgada em um comunicado oficial (em inglês, PDF – 148 kB).

Rubio afirmou que a medida segue orientação do presidente Donald Trump, que decidiu responsabilizar autoridades estrangeiras envolvidas em ações que violem liberdades garantidas pela lei americana.

Em uma publicação na rede X (antigo Twitter), Rubio acusou Moraes de liderar uma “caça às bruxas política” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e disse que o STF estaria promovendo perseguições e censura que ultrapassam os limites do Brasil.

Veja abaixo o comunicado:

O STF ainda não se manifestou sobre a decisão. 

Entenda o contexto

A decisão dos EUA aconteceu no mesmo dia em que Jair Bolsonaro foi alvo de uma operação da Polícia Federal. Por ordem do ministro Alexandre de Moraes, o ex-presidente passou a usar tornozeleira eletrônica, ficou proibido de acessar redes sociais e de se aproximar de embaixadas.

Segundo Moraes, Bolsonaro agiu de forma deliberada para interferir em uma investigação sobre a tentativa de golpe de Estado em 2022. O ministro afirma que o ex-presidente contou com apoio do filho, o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos Estados Unidos.

“No caso, Jair Bolsonaro atuou junto com Eduardo Bolsonaro em ações contra a soberania nacional, com o objetivo de interferir em processos judiciais, causar instabilidade econômica e pressionar o Judiciário, especialmente o STF”, diz um trecho da decisão (PDF – 2 MB).

Trump tem feito várias declarações públicas em apoio a Bolsonaro. Em sua rede social Truth Social, pediu que o “grande ex-presidente do Brasil” seja deixado em paz, chamou a investigação de “caça às bruxas” e criticou o tratamento dado ao aliado.

Acusações e riscos

Na segunda-feira (14.jul), a Procuradoria-Geral da República pediu a condenação de Bolsonaro. Segundo a PGR, ele “alimentou diretamente a insatisfação e o caos social” após perder a eleição para o presidente Lula (PT). Leia a íntegra (PDF – 5,4 MB).

Se condenado por crimes como tentativa de golpe de Estado, organização criminosa armada, dano ao patrimônio público e ameaça grave ao Estado Democrático de Direito, Bolsonaro pode pegar mais de 40 anos de prisão.