Depois do que aconteceu com Teori Zavascki, todo cuidado com ministros do Supremo Tribunal Federal é pouco — principalmente em um momento em que o Brasil vive fortes tensões no cenário político, judicial e econômico, marcado por investigações e denúncias de corrupção envolvendo figuras poderosas.
Para quem acompanha esse tipo de situação, um episódio recente chamou atenção: o voo Latam 3796, que sairia de Brasília na quinta-feira (19), às 20h30, com destino ao Aeroporto Santos Dumont, foi cancelado por problemas mecânicos. A aeronave levaria, entre os passageiros, o ministro André Mendonça.
O avião já estava com as portas fechadas e pronto para iniciar o deslocamento quando o comandante decidiu interromper o voo. Havia vários políticos a bordo, o que aumentou a repercussão e os comentários entre os passageiros.
A viagem seria feita em um Airbus A319, com 16 anos de operação, no último voo da noite da companhia para o Rio de Janeiro. A falha foi identificada pela equipe técnica após o embarque ser concluído. A Latam não informou qual foi o problema, e os passageiros foram realocados para voos na sexta-feira (20), com hospedagem oferecida para quem estava em conexão.
O caso ocorreu no mesmo dia em que o ministro Mendonça autorizou a transferência de Daniel Vorcaro para a Superintendência da Polícia Federal.
Diante do atual cenário, de alta tensão institucional e decisões sensíveis sendo tomadas, cresce a preocupação com a segurança de autoridades envolvidas em processos importantes. Por isso, há quem defenda que o STF avalie o uso de transporte oficial da Força Aérea Brasileira para ministros em situações de maior risco.
Vale lembrar que Teori Zavascki era relator da Operação Lava Jato quando morreu em um acidente aéreo que, até hoje, levanta questionamentos e dúvidas.

