Bahia enfrenta crise fiscal e empréstimos bilionários não resolvem problemas estruturais, admite Jerônimo

POLÍTICA

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), admitiu que os 23 empréstimos solicitados por sua gestão, que somam cerca de R$ 26 bilhões em menos de três anos, não são suficientes para resolver os problemas financeiros do Estado.

Segundo o próprio governador, esse volume de recursos não consegue enfrentar as dificuldades estruturais da Bahia, que já acumula uma dívida superior a R$ 32 bilhões junto a instituições financeiras. O cenário, segundo a avaliação de bastidores, é preocupante e mostra que a situação fiscal do Estado exige soluções mais profundas e duradouras.

Jerônimo também atribuiu parte da necessidade de novos financiamentos à falta de liberação de crédito durante os governos de Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL). Ele afirma que pedidos feitos pelo então governador Rui Costa — hoje ministro da Casa Civil — teriam sido barrados, mesmo com o cumprimento das exigências técnicas.

O governador declarou ainda que a Bahia passou anos sem acesso a novos financiamentos, apesar de atender às regras estabelecidas pela União, o que teria agravado o cenário atual.

Diante desse cenário difícil, o debate sobre os empréstimos na Bahia continua sendo delicado e complexo. O tema é marcado por disputas de narrativas políticas, que dividem governo e oposição sobre as responsabilidades pelo alto endividamento do Estado, além de gerar diferentes interpretações sobre se os empréstimos são solução necessária ou parte do próprio problema fiscal enfrentado pela Bahia.