O governo brasileiro acompanha com preocupação a ação militar dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro. A secretária-geral do Itamaraty, Maria Laura da Rocha, informou que a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) realizará uma reunião extraordinária, por videoconferência, para avaliar os impactos da operação na região.
O Brasil reafirmou posição contrária à invasão e à violação da soberania venezuelana e levará esse entendimento à reunião do Conselho de Segurança da ONU, marcada para segunda-feira (5.jan). O ministro da Defesa, José Múcio, afirmou que a situação na fronteira com a Venezuela é tranquila e que cerca de 100 brasileiros deixaram o país sem incidentes.
A operação foi anunciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, e envolveu ataques militares e o envio de tropas a Caracas. Há questionamentos sobre a legalidade da ação, tanto no âmbito internacional quanto interno dos Estados Unidos. Não há confirmação oficial sobre o número de mortos e feridos.
Trump declarou que os EUA assumiriam temporariamente a administração da Venezuela. A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, rejeitou essa versão, classificou a operação como violação da soberania do país e afirmou que Maduro continua sendo o presidente legítimo.

