PAU BRASIL: Câmara debate liberação temporária dos boxes da Praça da Feira

CIDADES

Vereador Fábio Vieira (Fábio Titiá) cobra abertura provisória para gerar renda; presidente Acácio Matos sustenta que reforma estadual é iminente e impõe regras ao debate.

Na sessão mais recente, o vereador Fábio Vieira dos Santos (Fábio Titiá) defendeu que a Prefeitura libere, de forma provisória, os boxes vazios da Praça da Feira para famílias interessadas em empreender. “existe na Praça da Feira alguns box que estão vazios e existe muitas famílias que querem aquele espaço para poder empreender”, afirmou. Em seguida, reforçou o pedido: “bora abrir esse espaço para que aquelas famílias que queiram vender alguma coisa, ganhar um dinheirinho, gerar uma economia no nosso município”.

Para o vereador, mesmo que a reforma saia neste ou no próximo ano, há espaço para uma solução pontual: “pode ser que essa construção aconteça esse ano e pode ser que só seja o ano que vem” e, até lá, “2 meses, 3 meses, ela dentro daquele espaço trabalhando, já vai ajudar a economia familiar”. Ele alertou: “Prejuízo é se ficar lá fechado e famílias que queiram gerar uma renda e não poder”.

A Mesa Diretora, presidida por Acácio Matos de Miranda, respondeu que a área será reformada pelo Estado e que a liberação agora traria retrabalho e confusão. “ali está esperando sair, ali vai ser tudo reformado. Então a gente não vai nem encaminhar ofício agora a gestão por conta dessa situação”, disse o presidente. Em outro momento, anunciou um freio de arrumação: “A partir de hoje eu vou proibir a questão do uso da fala após o vereador” e reforçou a orientação oficial: “a gente não vai polemizar isso. Vai se reformar”.

Acácio também citou entraves práticos: “vai ser ampliado mais box… se a gente for colocar agora, não vai dar certo” e, embora tenha prometido formalizar o pleito, previu a resposta do Executivo: “eu vou encaminhar o ofício, mas eu tenho certeza que a gestão vai responder desse jeito. Infelizmente tem a burocracia do estado da reforma”.

Ao final, a discussão expôs duas linhas: a de quem quer uso imediato dos espaços ociosos para aliviar a renda de famílias e a da Mesa, que prefere aguardar o cronograma da reforma estadual para evitar idas e vindas administrativas. 

E você caro leitor, o que acha disso?