
A Bahia lidera o Nordeste em número de cervejarias e empregos diretos no setor. O destaque é impulsionado por Alagoinhas, conhecida pela excelente qualidade da água subterrânea, que atrai grandes fábricas e consolidou o município como polo industrial cervejeiro.
Pernambuco aparece em segundo lugar, respondendo por 5,60% dos empregos do setor no país. No Rio Grande do Norte, apesar da queda de 8,20% no número de trabalhadores, Natal entrou pela primeira vez na lista das cidades com 10 ou mais cervejarias registradas — sendo o único novo representante do Nordeste nesse grupo.
Ceará e Maranhão mantiveram estabilidade no número de cervejarias, mas o Ceará perdeu dois municípios com presença de fábricas. Alagoas teve leve crescimento, enquanto Piauí e Sergipe repetiram os números de 2023, com duas e três cervejarias, respectivamente. A Paraíba foi o único estado da região a registrar queda, passando de oito para sete.
Salvador, mesmo sendo a capital mais populosa do Nordeste, tem a menor densidade cervejeira do Brasil: apenas uma cervejaria para mais de 2,5 milhões de habitantes.
Em 2024, o Nordeste teve o maior crescimento proporcional de cervejarias no país, com alta de 16,4% em relação a 2023. Segundo o Anuário da Cerveja 2025, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), a região também passou a ocupar o segundo lugar em volume de produção, com mais de 3,29 bilhões de litros — ultrapassando o Sul. Além disso, as cervejarias nordestinas registram a maior produtividade média do Brasil.

